NBA: Times históricos que não foram campeões – Knicks (1994)


O New York Knicks de 1994 é a pauta da vez na série de artigos do Jumper Brasil sobre times históricos que não foram campeões da NBA. O objetivo, aliás, é trazer um pouco da história da liga aos leitores mais jovens. Para os mais antigos, porém, os textos servem como uma viagem no tempo.

Naquela época, a rivalidade com o Chicago Bulls de Michael Jordan era muito forte. A maior da liga, aliás, já que os times se enfrentavam com frequência nos playoffs. Foram seis encontros entre 1989 e 1996, e o Knicks só conseguiu vencer justamente em 1994, quando Jordan havia se aposentado do basquete. Porém, nas finais daquele ano, o algoz foi Hakeem Olajuwon, um dos maiores pivôs da história.

Mas antes de falar da inesquecível equipe de 1994 é preciso contar como se deu a formação do elenco que entrou para a história do Knicks.

O ponto de partida será a temporada 1988/89. O Knicks tinha Rick Pitino no comando e vinha de uma eliminação na primeira rodada dos playoffs de 88, quando caiu para o poderoso Boston Celtics de Larry Bird, em uma série de quatro partidas. Patrick Ewing, que havia sido a primeira escolha do draft de 1985, era o destaque do time. O pivô era eficiente nos dois lados da quadra e foi o líder da equipe em pontos, rebotes e tocos.

Além dele, outras peças importantes naquele Knicks eram o armador Mark Jackson e o ala-armador Gerald Wilkins. Billy Donovan e Rick Carlisle, atuais treinadores de Chicago Bulls e Indiana Pacers, respectivamente, eram reservas e tinham pouco tempo de quadra.

Na offseason de 88, o Knicks trouxe o ala-pivô Charles Oakley, após uma troca com o Bulls. Em contrapartida, o pivô Bill Cartwright foi para Chicago. O veterano Kiki Vandeweghe chegou do Portland Trail Blazers para reforçar o banco do time novaiorquino. No Draft, a franquia selecionou o armador Rod Strickland, na 19ª posição. Ele seria o reserva imediato de Jackson.

No segundo ano de Pitino à frente da equipe, Oakley fez uma grande dupla de garrafão com Ewing. Graças ao bom encaixe deles, o Knicks fez a segunda melhor campanha da conferência Leste, com 52 vitórias e 30 derrotas, atrás apenas dos Bad Boys do Detroit Pistons. Nos playoffs, o time varreu o Philadelphia 76ers de Charles Barkley na primeira rodada. Em uma das semifinais de conferência, a equipe novaiorquina caiu diante do Bulls, em uma série de seis partidas.

Após a decepção nos últimos playoffs, a franquia demitiu Pitino e efetivou o auxiliar Stu Jackson no comando do time. Aos 33 anos, ele era o segundo treinador mais jovem da história da NBA.

No meio da temporada, o Knicks trocou de armador. O jovem Strickland foi enviado para o San Antonio Spurs. Em contrapartida, o veterano Mo Cheeks chegou à Nova Iorque. A troca não surtiu efeito de imediato e o time perdeu 15 dos últimos 21 jogos da temporada regular. Apesar de tudo, Cheeks ganhou a posição de titular de Jackson.

Com a quinta melhor campanha do Leste (45-37), o Knicks chegou desacreditado aos playoffs e sem vantagem no mando de quadra. Para a surpresa de muita gente, o time eliminou o experiente Celtics, na primeira rodada, em uma série de cinco partidas. A dupla Ewing e Oakley teve uma atuação espetacular no último jogo do confronto, em Boston. Afinal combinaram para 57 pontos, 25 rebotes, 14 assistências, cinco tocos e 60% de aproveitamento nos arremessos de quadra.

Na semifinal, o adversário era o atual campeão: o temido Pistons. O Knicks não foi páreo para os Bad Boys e caiu em cinco jogos. Naquele ano, então, o time de Detroit se tornaria bicampeão da liga.

Na offseason de 1990, o Knicks assinou com o até então desconhecido John Starks. Ignorado no Draft de 1988, o ala-armador disputou 36 jogos com a camisa do Golden State Warriors e foi dispensado no ano seguinte. Starks perambulou por dois times da antiga CBA (liga menor de basquete) antes de ter uma nova chance na NBA.

Durante um treino da equipe novaiorquina, ele tentou enterrar sobre Ewing, e se machucou com o “chega para lá” dado pelo astro. O time não poderia dispensá-lo até que ele se curasse da lesão no joelho. Por isso, Starks chamou Ewing de seu salvador. O ala-armador se recuperou, mostrou bola nos treinamentos e permaneceu no elenco.

Depois de apenas 15 jogos, Jackson foi demitido e o experiente John MacLeod comandou o time no restante da temporada. O Knicks terminou na oitava posição do Leste e foi varrido pelo Bulls de Jordan na primeira rodada dos playoffs.

A offseason de 1991 foi, talvez, uma das mais importantes da história da franquia novaiorquina. Afinal, o Knicks trouxe Pat Riley, tetracampeão pelo Los Angeles Lakers, nos anos 80, para dirigir o time. Além disso, a equipe adquiriu o ala Xavier McDaniel junto ao Phoenix Suns. Também assinou com o agente livre Anthony Mason, negociou Cheeks com o Atlanta Hawks e trouxe Ernie Grunfeld para o cargo de gerente-geral. No Draft, por sua vez, o Knicks selecionou o armador Greg Anthony (pick 12).

Com um um treinador de elite e um elenco profundo, o Knicks fez a quarta melhor campanha do Leste, com 51 vitórias e 31 derrotas. Nos playoffs, o adversário na primeira rodada foi o Pistons, qua ainda tinha boa parte do elenco bicampeão em 1989 e 1990. O Knicks venceu a série, em cinco jogos, e enfrentou, mais uma vez, o Bulls. Resultado: o time de Chicago, que vinha de seu primeiro título na temporada anterior, levou a melhor em uma emocionante série de sete jogos. Nem preciso dizer quem foi o campeão da NBA em 1992…

O bom desempenho da temporada anterior animou a direção do Knicks, que vislumbrava a possibilidade real de voltar às finais da liga depois de quase duas décadas. Para alcançar esse objetivo, Grunfeld fez uma mini reformulação do elenco. Primeiro fechou uma grande negociação com o Los Angeles Clippers: adquiriu o armador Doc Rivers (atual técnico do Milwaukee Bucks), o ala Charles Smith e o ala-armador Bo Kimble, e abriu mão de Mark Jackson e de uma escolha de segunda rodada no Draft.

Também trouxe, via trocas, o veterano Rolando Blackman, o ala Tony Campbell e o pivô Herb Williams. No Draft, a equipe selecionou o ala-armador Hubert Davis, na 20ª escolha. E, por fim, não renovou os contratos de Wilkins, McDaniel e Vandeweghe.

Do núcleo principal, apenas Ewing, Oakley, Anthony, Starks e Mason permaneceram. As mudanças, então, deram certo e o Knicks terminou a temporada regular com a melhor campanha do Leste, com 60 vitórias e 22 derrotas. Além disso, Riley foi eleito o técnico do ano. Nos playoffs, o time eliminou, sem dificuldades, o Indiana Pacers de Reggie Miller e o Charlotte Hornets de Larry Johnson e Alonzo Mourning.

Na decisão do Leste, mais uma vez o Bulls estava no caminho do Knicks. E para variar, a equipe de Jordan levou a melhor, em seis jogos. O Knicks abriu a série com duas vitórias no Madison Square Garden, mas perdeu os dois jogos seguintes, em Chicago.

A série voltou para Nova Iorque e o time da casa esteve perto de ganhar o quinto jogo. O Bulls vencia por 95 a 94, mas o Knicks teve a posse de bola para vencer. Smith protagonizou um dos lances mais incríveis da história dos playoffs. O ala conseguiu levar três tocos seguidos quando tentava fazer a cesta decisiva, um de Horace Grant e dois de Scottie Pippen.

O Bulls ainda sacramentou a vitória com uma cesta no contra-ataque. Com o triunfo no jogo seguinte, o time de Chicago eliminou o Knicks pela quarta vez, em quatro séries de playoffs disputadas nos últimos cinco anos. Assim chegou às finais, bateu o Phoenix Suns e conquistou o tricampeonato.

A frustração da temporada anterior não derrubou a moral do Knicks para 1993/94. Pelo contrário. Com a aposentadoria de Jordan, a franquia novaiorquina viu a grande oportunidade para, finalmente, deixar de ser freguês do Bulls, ganhar o Leste e chegar às finais. E é a partir daqui que um dos times históricos do Knicks na NBA ganha destaque.

A base do time de 93 foi mantida, mas uma lesão de Rivers, logo no início da temporada, obrigou o Knicks a fechar uma troca com o Dallas Mavericks. O experiente Derek Harper chegou ao time novaiorquino para ser o armador principal e o principal marcador de perímetro. A formação titular da equipe tinha Harper, Starks, Smith, Oakley e Ewing. No banco, um dos mais fortes da liga, Mason, Anthony e Davis eram as principais opções de Pat Riley.

O Knicks terminou a fase regular com a segunda melhor campanha do Leste, com 57 vitórias e 25 derrotas. A equipe foi a dona da melhor defesa da liga (sofreu, em média, 91,5 pontos por jogo) e a primeira em eficiência defensiva, com 98,2 sofridos por 100 posses de bola.

Além disso, o Knicks, que priorizava o jogo de meia-quadra e explorava bastante Ewing na área próxima à cesta, era o quarto time com menos posses de bola (média de 92,8). Com uma defesa fora de série, o Knicks nem precisava ter um ataque de primeira linha. A equipe, aliás, tinha o sétimo pior ataque da liga, com uma média de 98,5 pontos por partida, e era apenas a 16ª em eficiência ofensiva (105,7 pontos a cada 100 posses).

Graças ao sucesso do time, Starks, Oakley e Ewing foram para o All-Star Game de 1994. Oakley ainda foi eleito para o time ideal de defesa da temporada.

Time-base: Derek Harper, John Starks, Charles Smith, Charles Oakley e Patrick Ewing

Principais reservas: Anthony Mason, Greg Anthony, Hubert Davis e Doc Rivers

Técnico: Pat Riley

Na primeira rodada dos playoffs, o adversário foi o New Jersey (hoje Brooklyn) Nets. Sem dificuldades, o Knicks bateu o rival em uma série de quatro jogos. Na semifinal do Leste, uma velha “pedra no sapato”: o Bulls, mas desta vez sem Jordan.

Quem achou que o duelo seria tranquilo para o Knicks se enganou completamente. Liderado por Pippen, o time de Chicago vendeu caro a derrota. Afinal, os times se detestavam. Pat Riley e Phil Jackson também não se davam bem. Foram partidas duras, com defesas agressivas, provocações e até uma briga.

No jogo 3, Harper e o ala-armador Jo Jo English partiram para as vias de fato, bem em frente ao comissário da NBA na época (David Stern). Assim deram início a uma confusão generalizada e foram expulsos de quadra. O Bulls venceu aquele jogo, mas o Knicks levou a série, que chegou a sete partidas. Enfim, o time de Nova Iorque eliminou o Bulls. O fantasma de Chicago, portanto, não assombrava mais a equipe novaiorquina.

Na final do Leste, mais um duelo que entrou para a história. O Knicks venceu as duas primeiras partidas contra o Pacers, mas perdeu os três seguintes. O jogo 5 da série é um dos mais espetaculares da história dos playoffs. O Knicks liderou boa parte do duelo e chegou ao último período com uma vantagem de 12 pontos: 70 a 58. Parecia uma fatura liquidada.

Mas no quarto final, o ala-armador Reggie Miller anotou 25 dos 35 pontos do time de Indiana e calou o Madison Square Garden. A cada cesta, ele provocava o cineasta Spike Lee, famoso torcedor do Knicks. O Pacers conseguiu a virada improvável e jogou o time novaiorquino nas cordas.

No sexto jogo do confronto, em Indianápolis, o Knicks precisava da vitória para não morrer na praia novamente. Com uma grande atuação de Starks, que anotou 26 pontos, os visitantes venceram por 98 a 91. Desse modo, a decisão ficou para Nova Iorque.

O dono do sétimo jogo da série foi Ewing. O grande astro da equipe teve uma atuação fantástica – 24 pontos, 22 rebotes, sete assistências e cinco tocos. Assim, 21 anos depois, o Knicks estava de volta às finais da NBA.

O adversário nas finais foi o Houston Rockets, que bateu o Utah Jazz de Karl Malone e John Stockton na decisão do Oeste. Por ter feito uma campanha melhor (58 vitórias e 24 derrotas), o time texano teve a vantagem no mando de quadra.

Não havia um claro favorito na série. O lema “defesas ganham campeonatos” era mais do que apropriado para aquelas finais. Knicks e Rockets tinham as duas melhores defesas da NBA, e não possuíam ataques poderosos. Além disso, a decisão seria marcada pelo embate entre dois dos melhores pivôs da liga: Ewing e Hakeem “The Dream” Olajuwon.

A promessa era a de que teríamos confrontos com pontuações baixas e decididos apenas nos instantes finais. E não deu outra. É só observarmos os placares das partidas: 78 x 85, 91 x 83, 89 x 93, 91 x 82, 91 x 84, 84 x 86 e 84 x 90. Nenhuma contagem centenária. Nenhum jogo vencido com facilidade.

O Knicks tinha uma equipe pronta para ser campeã, com jogadores experientes, e um treinador vitorioso. Mas do outro lado havia Olajuwon. Com médias de 27,3 pontos, 11,9 rebotes, 3,6 assistências, 1,6 roubo de bola e 3,7 tocos, o pivô foi o MVP e melhor defensor de 1994. Sabe quantos jogadores na história da NBA ganharam os dois prêmios no mesmo ano? Apenas ele, Michael Jordan (1988) e Giannis Antetokounmpo (2020).

Na era dos super pivôs, a maior expectativa era com relação ao duelo entre Ewing e Hakeem. No primeiro jogo das finais, melhor para “The Dream“. Ele conseguiu um duplo-duplo (28 pontos e dez rebotes) e o Rockets venceu por 85 a 78. Na segunda partida, Olajuwon voltou a ser o destaque, mas o Knicks levou a melhor por 91 a 83 graças a uma ótima atuação coletiva, em que seis atletas anotaram ao menos dez pontos.

A vitória em Houston deixou os fãs do Knicks eufóricos com a possibilidade de conquistar o título em casa, pois só” precisava vencer os próximos três jogos, que seriam disputados no Madison Square Garden. Mas na terceira partida, Olajuwon entrou em cena. Com 21 pontos, 11 rebotes, sete assistências e sete tocos, o pivô foi fundamental para o triunfo texano por 93 a 89. Com isso, o Rockets recuperou a vantagem no mando de quadra.

No jogo 4, o Knicks perdia até o último período. No quarto final, o time teve um excelente aproveitamento no ataque (coisa rara). Marcou 31 pontos e venceu o Rockets por 91 a 82. Ewing e Oakley combinaram para 32 pontos e 35 rebotes. Starks e Harper, por sua vez, totalizaram para 41 pontos e nove assistências. Pelo time texano, Olajuwon, para variar, foi o destaque: 32 pontos, oito rebotes e cinco tocos.

Com o confronto em igualdade, o jogo 5 foi dramático. Knicks e Rockets fizeram mais uma partida equilibrada, decidida apenas nos instantes finais. Ewing fez o seu melhor jogo na série, com 25 pontos, 12 rebotes e oito tocos, e levou o time da casa à vitória por 91 a 84. O Knicks, portanto, estava a um triunfo do título. O problema é que os dois últimos duelos da série seriam realizados em Houston…

No jogo 6, Starks foi o grande personagem. Ele levou o Knicks nas costas, anotou 16 pontos no último período, mas cometeu erros nos momentos decisivos. A 40 segundos do fim, quando o placar apontava 84 a 82 para o Rockets, ele errou um passe para Ewing e o time desperdiçou a chance de empatar ou até virar o marcador. Na sequência, Olajuwon sofreu falta e converteu os dois lances livres. A vantagem do time texano passou a ser de quatro pontos.

Após um pedido de tempo de Riley, o talismã Mason converteu um arremesso da zona morta a 32 segundos do final e manteve o Knicks vivo na partida. Na posse de bola seguinte, o armador Kenny Smith (hoje comentarista da TNT) foi bem marcado por Harper e forçou um arremesso da cabeça do garrafão. Mason pegou o rebote e, prontamente, pediu o último tempo que a equipe tinha direito.

Dois pontos atrás no placar, o Knicks tinha sete segundos no relógio para levar o duelo para a prorrogação ou até mesmo ganhar e conquistar o título. Starks recebeu a bola na lateral e sofreu falta de Robert Horry antes do ato do arremesso. O Rockets, de forma inteligente, gastou sua última falta. Estava claro que a bola decisiva seria arremessada pelo camisa 3 do Knicks.

Na sequência, os cinco segundos mais dramáticos da história do Knicks. Como previsto, Starks recebeu a bola e tentou ser o herói ao tentar uma bola de três. Se a bola caísse, ele teria o nome eternizado na franquia. Mas a história foi diferente, já que bola não bateu nem no aro. Olajuwon, o MVP e melhor defensor daquele ano, atrapalhou Starks durante o arremesso (um dos dedos dele resvalou na bola) e foi decisivo mais uma vez.

Os fãs do Knicks, obviamente, queriam que o time fechasse o confronto no sexto jogo para soltar o grito de campeão. Mas, por tudo o que estava ocorrendo naquelas finais, a série merecia ser definida no sétimo jogo. Riley se tornou o primeiro técnico na história da liga a alcançar um jogo 7 das finais por duas equipes diferentes (havia chegado com o Lakers em 1984 e em 1988). A equipe de Nova Iorque não poderia deixar se abater. Mesmo jogando na quadra adversária, nada estava perdido.

Como não poderia deixar de ser, o último duelo da série foi tenso e decidido apenas nos instantes finais. A 50 segundos do fim, o Rockets estava seis pontos à frente (84 a 78). Starks (olha ele aí novamente) desperdiçou três bolas de três, em sequência, e o sonho do título chegava ao fim.

Lembra quando eu mencionei o famoso lema “defesas ganham campeonatos”? Então, Starks errou todos os 11 arremessos de três que tentou na partida. O Knicks converteu apenas três arremessos de quadra nos últimos seis minutos de jogo. Graças à sua defesa fenomenal, ancorada por Olajuwon, o Rockets conquistou o seu primeiro título da NBA.

A sensação que ficou era a de que o Knicks tinha mais time e que o título havia escapado das mãos naquele jogo 6. Só que o Rockets tinha Olajuwon, um dos maiores jogadores de todos os tempos. O pivô foi espetacular nos dois lados da quadra. Com médias de 26,9 pontos, 9,1 rebotes, 3,6 assistências e 3,9 tocos, e limitando Ewing a 36% de aproveitamento nos arremessos de quadra, ele foi o MVP das finais. The Dream, portanto, foi um verdadeiro pesadelo para o Knicks.

Na temporada seguinte, o time de Nova Iorque fez a terceira melhor campanha do Leste e parou nas semifinais ao cair para o Pacers, em uma eletrizante série de sete jogos. Foi o último ano de Riley no comando do Knicks. Já o trio Ewing, Oakley e Starks atuou junto até 1998 e chegou a mais três semifinais de conferência. Em uma delas, em 1996, foi derrotado sabe por quem? Pelo Bulls, que já tinha voltado a contar com Jordan.

Ewing, com quase 37 anos de idade, ainda fez parte do elenco que, de forma surpreendente, alcançou as finais em 1999. Na ocasião, o Knicks foi derrotado pelo San Antonio Spurs, em uma série de cinco partidas. O pivô lendário deixou a equipe em 2000, após uma troca com o Seattle SuperSonics. Foram 15 temporadas e 1.039 jogos disputados com a camisa do Knicks. O camisa 33, aliás, é uma das lendas da NBA que encerrou a carreira sem um título sequer.

Em 2015, Pat Riley revelou que uma das maiores tristezas que ele teve na NBA foi não ter ajudado Ewing a conquistar um anel de campeão. “Patrick foi um cara que deu tudo o que poderia dar a Nova Iorque para que o time ganhasse um título. Provavelmente, uma das maiores lamentações que tenho na vida foi não ter sido capaz de dar o suficiente nos jogos 6 e 7, quando estávamos em Houston. Então, Patrick poderia ter conseguido o seu primeiro título”.

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