Um adolescente britânico de 13 anos adaptou o seu próprio quarto para fazer a criação de abelhas. E já está com a incrível quantidade de 40 mil abelhas.
Com criatividade, ele usou impressão 3D para fazer uma colmeia modular conectada à janela. Com softwares de uso livre, ele criou peças funcionais, leves e resistentes.
O modelo da colmeia é o tradicional, hexagonal, ou seja, com seis lados. E as abelhas já estão produzindo mel.
O sistema inspirado em compartimentos herméticos de submarinos permite que as abelhas entrem e saiam livremente por uma conexão com a janela sem invadir o quarto.
A redução no número de abelhas preocupa ambientalistas e produtores rurais em todo o mundo.Mais da metade dos cultivos do planeta dependem da polinização de abelhas e outros insetos, de acordo com o site New Scientist.
Inseticidas, desmatamento e mudanças climáticas são apontados como os principais fatores que resultam no desaparecimento delas.
Por isso, cientistas vêm tentando desenvolver mecanismos que possam substituir, ou pelo menos se juntar às abelhas na polinização de plantas.
Iniciativas isoladas e inspiradoras como a de Oliver Taylor são sempre bem-vindas mostrando o potencial de espaços aparentemente reduzidos para a preservação das abelhas.
No Japão, em 2017, pesquisadores criaram um drone para substituir a abelha na polinização cruzada.
Esse tipo de polinização ocorre quando o inseto leva o pólen de uma flor até outra flor, no processo de reprodução da planta.
O estudo foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada.
O drone-abelha tem 4 centímetros e pesa 15 gramas.
A parte inferior do equipamento é coberta com crina e um gel “grudento” para pegar o pólen de uma flor e deixá-lo em outra.
0s testes foram feitos em plantações de lírio. Mas houve danos às flores e, por isso, os pesquisadores decidiram aprimorar os mecanismos.
Em 2022, pesquisadores da University College London e da Empa - Materiais e Tecnologias para um Futuro Sustentável - fizeram testes com drones colaborativos inspirados no comportamento das abelhas.
Engenheiros da Universidade de Washington anunciaram a criação de um sistema de sensores que utilizam o ciclo natural de vida das abelhas para monitorar informações de temperatura, umidade e intensidade da luz..
Mas todos sabem que nada poderá substituir a natureza à altura. E o bom mesmo é ter as abelhas! Então, a hora é de preservar.
Embora sejam sempre associadas à produção de mel, elas também são fundamentais para o equilíbrio ambiental.
As abelhas vivem em grupos e desempenham atividades que impactam a natureza de diferentes formas.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelam que 70% de todas as culturas agrícolas são polinizadas por abelhas.
Portanto, uma grande parte dos alimentos consumidos pelas pessoas depende da polinização das abelhas.
A ação das abelhas no meio ambiente também colabora para a preservação das matas nativas, já que 85% das plantas florestas são polinizadas por esses insetos.
Na Mata Atlântica, por exemplo, um importante bioma do Brasil, 90% das espécies vegetais são polinizadas por abelhas.