Na dia 22 de agosto de 2025, durante o Mundial de Ginástica Rítmica no Rio de Janeiro, a campeã alemã Darja Varfolomeev viveu um episódio inusitado: em sua premiação, o hino executado foi o da Geórgia.

Segundo Michele Carbinatto, responsável pelo cerimonial, o erro ocorreu na hora de renomear os arquivos com os acrônimos dos países. Ela assumiu a falha e informou que pediu desculpas à atleta e à treinadora.

Aos 18 anos, Darja é destaque da modalidade. Campeã olímpica em Paris e vencedora das cinco provas individuais no Mundial de Valência 2023, conquistou mais um ouro no Rio.

Apesar do erro, a ginasta reagiu com tranquilidade: “Não era o hino alemão, mas tudo bem, porque as pessoas podem cometer erros. Foi a segunda vez que aconteceu comigo”, disse ao GE.

A Geórgia, cujo hino foi tocado por engano, é um país pouco conhecido e raramente comentado pelos brasileiros, mas tem as portas abertas. A seguir, você encontra informações para conhecer melhor esse lugar cheio de curiosidades e com características únicas.

O país tem 69.700 km², uma população de aproximadamente 3,7 milhões de pessoas, a moeda local é o Lari Georgiano e o clima varia do subtropical e semiárido até o montanhoso.

Ex-república da União Soviética, a Geórgia está localizada nas montanhas do Cáucaso, no extremo leste da Europa, na fronteira com a Ásia. Faz divisa com a Rússia, Armênia, Azerbaijão e Turquia, e é banhada pelo mar Negro.

O país se tornou independente em 9 de abril de 1991, após o fim da União Soviética, e deixou a Comunidade dos Estados Independentes em 2009.

A Geórgia tem um alfabeto único, com letras curvas e finas, usado em monumentos e estátuas por todo o país, sendo um dos poucos sistemas de escrita próprios da Europa. Além do georgiano, também são falados idiomas minoritários como o mingreliano, svan e laz.

A capital é Tbilisi, uma das cidades mais antigas do mundo, com mais de 1.500 anos de história.

Lá, está localizada a fortaleza de Narikala. Erguida no século 4, fica em uma colina, com vista panorâmica da cidade e do rio Kura.

Outras cidades importantes são Kutaisi e Batumi (foto), onde ficam os maiores aeroportos do país. Batumi, localizada no litoral banhado pelo Mar Negro, é vibrante e moderna, com ruas animadas e arquitetura dinâmica, além de praias de pedra, diferentes da areia fina típica do Brasil.

A economia da Geórgia é diversificada e se pode destacar a indústria química e têxtil, além da mineração de manganês e cobre e o cultivo de frutas cítricas.

O turismo é outro pilar econômico, impulsionado pelas belas paisagens naturais. E as portas sao abertas para brasileiros.

Brasileiros não precisam de visto para visitar a Geórgia a turismo ou negócios. A estadia é permitida por até 1 ano, mediante passaporte válido e comprovantes básicos de viagem.

A Geórgia possui três locais reconhecidos como Patrimônios Mundiais da UNESCO e um deles é a Catedral Bagrati e o Mosteiro Gelati.

Outro é a antiga capital Mtskheta, localizada na confluência dos rios Aragvi e Kura. Tem cerca de 7 mil habitantes.

E o terceiro são as aldeias históricas e as torres da região montanhosa de Svaneti.

Além disso, destaca-se a cidade-caverna de Vardzia, construída no século XIII sob a montanha Erusheti como refúgio contra invasões mongóis. Hoje, apenas parte da estrutura pode ser visitada devido a um terremoto, que aconteceu lá.

Entre os pontos turísticos imperdíveis estão a Fortaleza de Gori, o Pilar de Katskhi, a cachoeira de Abasha, o desfiladeiro Martvili, a montanha Mtirala, conhecida como “Bebê Chorão”, e o Lago Azul, na Abkházia.

O país também abriga muitos castelos históricos, como Rabati, Khinkani, Aspindza e Ninotsminda.

Na gastronomia, destaca-se o khachapuri, um pão macio recheado com queijo derretido, às vezes acompanhado de ovos ou outros ingredientes, popularmente chamado de “pizza georgiana”.

A cultura se expressa também na dança tradicional, cheia de saltos, e na força física dos cidadãos, refletida em esportes como judô e levantamento de peso.