Existe um país do continente africano que, curiosamente, não está em 2025, mas sim em 2017.

A Etiópia não segue o calendário gregoriano como a maior parte do mundo, mas sim um próprio chamado calendário etíope ou Ge’ez.

Esse descompasso ocorre por diferenças no cálculo da data de nascimento de Jesus.

O calendário etíope tem 13 meses: 12 com 30 dias e um mês extra, chamado Pagume, com 5 ou 6 dias.

Apesar de adotar o calendário gregoriano em transações internacionais, o país usa exclusivamente o seu sistema no cotidiano, incluindo escolas e documentos oficiais.

Lá, o dia só começa ao nascer do sol, e datas como o Natal e o Ano Novo são celebrados em 7 de janeiro e 11 ou 12 de setembro, respectivamente.

Mais do que uma peculiaridade, o calendário simboliza a resistência cultural da Etiópia, que nunca foi oficialmente colonizada. Veja outras curiosidades sobre o país!

Com mais de 120 milhões de habitantes, a Etiópia é o segundo país mais populoso da África, atrás apenas da Nigéria.

Localizada no chamado Chifre da África, é considerada uma das nações mais antigas do mundo.

A Etiópia manteve sua independência durante a Partilha da África, exceto por um breve período de ocupação italiana (de 1936 a 1941).

A capital da Etiópia é Adis Abeba, cidade que também abriga a sede da União Africana.

A história da Etiópia remonta a civilizações antigas. É considerada uma das regiões habitadas mais antigas do mundo, com sítios arqueológicos que indicam presença humana há milhões de anos.

O fóssil de Lucy, descoberto em 1974, ajuda a reforçar essa tese.

Além disso, a Etiópia foi lar do Reino de Axum (ou Aksum), que adotou o cristianismo no século 4, tornando o país uma das primeiras nações cristãs do mundo.

A Etiópia é conhecida por sua diversidade étnica e linguística, com mais de 80 grupos étnicos diferentes e mais de 90 idiomas falados.

Em termos geográficos, a Etiópia é marcada por vastos planaltos, cadeias de montanhas, vales e lagos.

O país abriga diversos parques naturais, como o Parque Nacional de Simien, conhecido por suas montanhas dramáticas e fauna única, incluindo o babuíno-gelada e o lobo-etíope, um dos canídeos mais raros do mundo.

O café, originário da região de Kaffa, é um dos principais produtos de exportação e um símbolo nacional.

Em 2018, Abiy Ahmed (atual primeiro-ministro da Etiópia) recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços de reconciliação com a Eritreia, país vizinho com o qual a Etiópia travou uma guerra entre 1998 e 2000.