A morte de Francisco Cuoco completou um mês em 19/7/2025. Um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, Francisco Cuoco morreu aos 91 anos, deixando uma das histórias mais importantes da televisão brasileira.

Cuoco ficou internado por cerca de três semanas no hospital Albert Einstein, na capital paulista. Ele passou o período sedado, após complicações em seu estado de saúde pela idade avançada. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

Um dos rostos mais conhecidos da teledramaturgia brasileira, Cuoco estava distante da TV desde 2023 por dificuldades de saúde. Em maio, ele chegou a falar de sua situação em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”.

Na ocasião, ele contou que estava pesando 130 kg, com as pernas inchadas e os pés com manchas roxas, o que acarretava problemas de locomoção. Ele também utilizava uma sonda nasal.

O ator vivia em um apartamento na zona de sul de São Paulo com a irmã, Grácia Cuoco, de 86 anos, e contava com o auxílio de cuidadores para poder fazer atividades básicas, como levantar da cama e tomar banho.

Nascido em 29/11/1933, em São Paulo, Francisco Cuoco era filho de feirante e foi criado no bairro do Brás, ajudando o pai com as vendas na feira e estudando à noite.

Francisco buscava uma profissão estável e desejava ser advogado, mas, ao entrar em contato com a Escola de Arte Dramática de Alfredo Mesquita, decidiu ser ator.

Ele iniciou a carreira na TV Tupi em 1957. Depois, passou por TV Rio, TV Excelsior e Record até chegar à Rede Globo, em 1970.

Francisco Cuoco fez dezenas novelas de sucesso e conquistou muitos fãs pelo talento e também pelo ar e jeito de galã.

O ator viveu personagens marcantes, que entraram para a história das telenovelas, como o vidente Herculano Quintanilha em O Astro (1977).

Ele também deu vida ao taxista Carlão em "Pecado Capital" (1975), grande sucesso da teledramaturgia.

Na novela “O Outro”, em 1987, Francisco Cuoco interpretou Paulo Della Santa e Denizard de Mattos, dois homens com trajetórias muito diferentes, mas um ponto em comum: a incrível semelhança física.

Cuoco ganhou três vezes o Troféu Imprensa, pelas novelas “Redenção” (1967), “O Cafona” (1971) e “Selva de Pedra” (1972). E foi indicado outras vezes. Na foto, Cuoco com Felipe Carone em "O Cafona".

Ele também fez cinema e teatro. Entre as peças que encenou está "O Último Bolero", com Chico Tenreiro e Adriana Lessa, em 2005.

No cinema, um dos filmes que estrelou foi "Cafundó", ao lado de Lázaro Ramos e Leona Cavalli.

A última aparição de Francisco Cuoco na televisão foi em “No Corre”, série humorística do Multishow.

Já em telenovelas, seus últimos trabalhos foram “Segundo Sol” (2018) e “Salve-se Quem Puder” (2020).

Francisco Cuoco foi casado três vezes. O primeiro casamento foi com a atriz Carminha Brandão (na foto, na novela "Mulheres de Areia"), doze anos mais velha que ele, entre 1960 e 1964.

Mais tarde. o ator casou-se com Gina Rodrigues, com quem teve três filhos, Tatiana, Rodrigo e Diogo. Eles se divorciaram em 1984.

Entre 2013 e 2017, Francisco Cuoco viveu com a estilista Thaís Almeida, na época com 27 anos (54 anos mais jovem). Depois, Gina voltou a morar com ele, mas apenas como amiga.