Uma história impressionante envolvendo um piloto de helicóptero russo e três turistas chamou a atenção no noticiário internacional recentemente.

Igor Kan, 59 anos, sofreu uma parada cardíaca durante um voo turístico sobre o vulcão Krasheninnikov, na península de Kamchatka, na Rússia.

O vulcão entrou em erupção pela primeira vez em 600 anos após o terremoto de magnitude 8,8 que atingiu a região.

Mesmo passando mal, o piloto conseguiu pousar o helicóptero com segurança, salvando os três passageiros, que saíram ilesos.

A rápida chegada da equipe de socorro ao local não foi suficiente e Igor Kan acabou morrendo antes mesmo de receber atendimento.

Kan era conhecido por oferecer voos panorâmicos em seu helicóptero Robinson a pontos turísticos como o "Vale dos Gêiseres", cobrando cerca de R$ 34 mil por passageiro.

Segundo informações do jornal britânico The Sun, o piloto realizava exames médicos regulares, o que surpreendeu ainda mais pelo ocorrido.

O incidente aconteceu em meio a uma série de atividades vulcânicas na região incluindo erupções em outros cinco vulcões do chamado "Círculo de Fogo do Pacífico".

O Klyuchevskaya Sopka, por exemplo, considerado o maior da península, expeliu lava a quase 5 km de altura!

A península de Kamchatka é uma das regiões mais impressionantes e remotas da Rússia, localizada no extremo leste do país, entre o Mar de Okhotsk e o Oceano Pacífico.

O lugar é chamado de "terra do fogo e do gelo" devido à sua paisagem dominada por vulcões ativos e geleiras.

Apesar de seu tamanho considerável, a região tem uma população relativamente pequena, concentrada principalmente na capital Petropavlovsk-Kamchatsky.

A península abriga mais de 300 vulcões, dos quais cerca de 30 permanecem ativos.

O Klyuchevskaya Sopka é o vulcão ativo mais alto da Eurásia, atingindo 4.750 metros de altura.

O "Vale dos Gêiseres", uma das maiores concentrações de gêiseres do mundo, é outra atração natural famosa da península de Kamchatka.

Em 1996, os vulcões de Kamchatka foram declarados Patrimônio Mundial da UNESCO.

Apesar do clima severo, a península é um santuário de biodiversidade. Vastas florestas, vales de rios e a tundra alpina servem como habitats para uma variedade de vida selvagem.

O lugar é um dos últimos refúgios para o urso-pardo de Kamchatka, por exemplo.

Devido ao seu isolamento geográfico, o acesso à península é limitado, sendo feito principalmente por avião, helicópetro ou navio. Não há estradas ligando Kamchatka ao resto da Rússia.