Álbum da Copa do Mundo: saiba a história por trás da “febre” no Brasil
Copa do Mundo não é uma Copa do Mundo se não tiver um álbum de figurinhas exclusivas. O Mundial de 2026 não vai ser diferente. Nesta semana, mais precisamente no dia 1º de maio, o álbum oficial desta Copa será lançado pela Panini, e a “febre” que toma conta de torcedores, fãs e colecionadores vai começar.
Mas quando, de fato, começou essa “febre” de colecionar cromos especiais de jogadores das principais seleções de uma Copa do Mundo? O Jogada10 relembra a trajetória dessa tradição de mais de 70 anos de história.
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De acordo com informações do Museu do Futebol, em São Paulo, os primeiros registros de coleções de figurinhas no Brasil remete à 1919. Naquele momento, as Balas Sport, produzidas pela Grecchi & Cia, vinham com figurinhas de jogadores de futebol da época como brinde.
No entanto, o primeiro álbum de fato veio somente em 1938, por meio de outra empresa de doces. A Americana repetiu o conceito das Balas Sport de trazer figurinhas como brinde de seus doces, mas passou a oferecer também um “livro” para colar as figurinhas colecionadas.

E os pacotinhos?
Em 1958, finalmente passaram a vender as figurinhas dentro de pacotinhos, em um formato bem semelhante ao que temos hoje. As Balas Futebol, da empresa Americana, foram um sucesso. A empresa, inclusive, distrubuía prêmios para aqueles que encontravam aquelas figurinhas “brilhantes” dentro dos pacotinhos. A partir daquele momento, a empresa parou de vender balas e doces e passou a focar na produção de álbuns, virando uma editora.
Deste momento para frente, os colecionadores de álbuns de figurinhas tinham algumas opções de editoras. Além da Americana, a J.D. Campos e a Bruguera também passaram a produzir seus álbuns para os Mundiais.
Figurinhas no chiclete?
Sim, além de balas, as figurinhas da Copa do Mundo também já vieram em chicletes. Na Copa de 1982, o chiclete Ping Pong vinha com uma figurinha a cada chiclete e virou uma febre no Brasil. Para completar o álbum da Editora Omni eram necessárias 300 figurinhas – ou seja, ao menos 300 chicletes.

E a Panini?
De acordo com informações publicadas pela Revista Superinteressante, a Panini chegou ao Brasil somente nos anos 90, quando passou a ter um acordo global com a FIFA para produzir os cromos à nível mundial.
Desde então, a empresa italiana é a responsável por produzir e distribuir os álbuns e os cromos personalizados das seleções e jogadores. Para esta edição da Copa do Mundo, o álbum será o maior já feito pela empresa, uma vez que a competição também aumentou.
Com 48 seleções, o álbum passou a ter 112 páginas e terá quase mil figurinhas – 980 cromos – para colecionar. O valor mínimo para completar o álbum, desse modo, seria de R$1.004,90.
