Estádios da Copa: conheça o Estádio Azteca, a catedral do futebol no México


A Copa do Mundo está cada vez mais perto e aqui no Jogada10 você vai conhecer mais sobre os palcos do espetáculo que veremos nos Estados Unidos, México e Canadá. Dessa forma, em uma parceria com o Voz do Esporte, o J10 mostra ‘Por Onde a Bola Vai Rolar’ nos jogos do Mundial de 2026, destacando os estádios que sediarão as partidas da competição. Por isso, nossa terceira viagem nesta série de matérias vai ser para o México;

Estádio Azteca – Cidade do México (México) 🇲🇽

Após passar por Toronto e conhecer tudo sobre Vancouver, estamos na capital mundial da paixão pelo futebol: a Cidade do México! Amigo leitor, tire o chapéu, porque estamos pisando no solo sagrado do Estádio Azteca, o ‘Colosso de Santa Úrsula’. Não existe no mundo um templo com a mística deste lugar. Inaugurado em 1966, sua construção foi um desafio hercúleo. Ele foi erguido sobre um terreno de rocha vulcânica expelida pelo antigo vulcão Xitle. Portanto, foram necessários explosivos, milhares de toneladas de concreto e um exército de operários trabalhando dia e noite para levantar essa estrutura que parece brotar da terra. 

LEIA MAIS: Convocações para a Copa começam nesta semana! Confira quando cada seleção fará sua lista

O Azteca não é apenas um estádio, mas é um personagem das Copas. Em 2026, ele quebrará um recorde absoluto: será o único estádio do planeta a sediar três aberturas de Copa do Mundo. Ele viu o rei Pelé encantar o mundo em 1970, liderando aquela que é considerada a maior seleção de todos os tempos. E, dezesseis anos depois, em 1986, viu Diego Maradona fazer o ‘Gol do Século’, driblando meio time da Inglaterra, e também o famoso gol da ‘Mão de Deus’, tudo na mesma partida, no mesmo gramado. Dessa forma, há placas de bronze do lado de fora do estádio eternizando esses momentos.

Para 2026, o gigante passou por reformas para modernizar suas áreas VIPs e vestiários, mas a alma permanece a mesma. Jogar aqui é um pesadelo para os visitantes por dois motivos: a pressão da torcida e a altitude. Estamos a mais de 2.200 metros acima do nível do mar. O ar é rarefeito, a bola corre mais rápido, e portanto, o fôlego acaba mais cedo. O arquiteto Pedro Ramírez Vázquez projetou o estádio de forma que o som da torcida fosse canalizado para o centro do campo, criando um barulho ensurdecedor que intimida qualquer rival. 

Desse modo, o estádio vai receber cinco jogos da Copa do Mundo de 2026:

  • México x África do Sul (11 de junho, 16h)
  • Uzbequistão x Colômbia (17 de junho, 23h)
  • República Tcheca x México (24 de junho, 22h)
  • Um jogo da fase de 16 avos
  • Um jogo das oitavas de final.

É a casa do Club América, o time mais popular e odiado do México, e claro, da Seleção Mexicana. Quando ‘El Tri’ joga aqui, o chão treme. O estádio tem capacidade para mais de 83 mil pessoas atualmente, mas já chegou a comportar mais de 110 mil nos tempos antigos, quando não havia assentos numerados. O recorde de 130.800 mil pessoas na vitória do México sobre os Estados Unidos por 4×0 na final da Copa Ouro de 1993 jamais será batido. 

Por fim, uma curiosidade: em 1970, foi aqui que aconteceu o chamado ‘Jogo do Século’, a semifinal entre Itália e Alemanha Ocidental, que terminou 4 a 3 na prorrogação, com Beckenbauer jogando com o braço imobilizado. O Azteca não guarda apenas jogos; ele guarda lendas.