Novo protesto bloqueia acesso ao Azteca e aumenta tensão às vésperas da abertura da Copa


A menos de dois dias da abertura da Copa do Mundo de 2026, a Cidade do México voltou a enfrentar problemas de mobilidade e segurança. Nesta terça-feira (09/6), um novo protesto organizado por professores bloqueou a principal avenida de acesso ao Estádio Azteca, palco da cerimônia de abertura e da partida inaugural entre México e África do Sul, marcada para quinta-feira.

Milhares de manifestantes ocuparam a via que leva ao estádio. Assim, interromperam a circulação na região, ampliando a tensão em torno do início do maior Mundial da história.

Em resposta à mobilização, as autoridades mexicanas reforçaram o esquema de segurança no entorno do Azteca. Milhares de policiais foram posicionados nas proximidades da arena, enquanto barreiras de concreto foram instaladas para impedir a aproximação dos manifestantes das áreas consideradas estratégicas para o evento.

A manifestação faz parte de uma série de atos promovidos por uma ala dissidente da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). Há semanas o grupo realiza protestos em diferentes pontos da capital. Entre as principais reivindicações estão reajustes salariais, mudanças no sistema previdenciário e alterações na política educacional do país.

Os bloqueios têm provocado transtornos frequentes no trânsito da Cidade do México. Além disso, vem gerado preocupação entre autoridades, organizadores e torcedores que chegam ao país para acompanhar a Copa do Mundo.

O cenário ganhou ainda mais atenção porque os organizadores dos protestos já convocaram uma nova manifestação para esta quinta-feira, justamente no dia da abertura do torneio.

Governo do México evita confronto direto

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, classificou os bloqueios como uma “provocação”,. Contudo,  descartou, ao menos por enquanto, o uso da força policial para dispersar os manifestantes. A mandatária afirmou confiar que a cerimônia de abertura e a estreia da seleção mexicana ocorrerão normalmente.

Segundo Sheinbaum, a expectativa do governo é de que o evento transcorra de forma “tranquila, pacífica e serena”, apesar das manifestações registradas nos últimos dias.

Com a proximidade do início do Mundial, cresce a atenção sobre a capacidade das autoridades de garantir segurança e mobilidade para torcedores, delegações e profissionais envolvidos na competição. Além das questões relacionadas à infraestrutura e ao transporte, os protestos passaram a representar mais um desafio para a organização da Copa na capital mexicana.

O Estádio Azteca, rebatizado pela Fifa como Estádio da Cidade do México durante o torneio, receberá não apenas a abertura da competição, mas também outros compromissos importantes ao longo do Mundial.

Por isso, qualquer interrupção nos acessos ao estádio é tratada com atenção especial pelas autoridades locais. O trabalho segue para evitar impactos na realização dos eventos programados para os próximos dias.