Pedrinho confirma Vasco x Boca no Rio, mas desconversa sobre Maracanã


Nesta quarta-feira (7), o Vasco teve muitos motivos para sorrir. No Nilton Santos, o Cruz-maltino venceu o clássico diante do Botafogo, por 2 a 1, e subiu para a 14ª  colocação do Brasileirão, com 34 pontos, abrindo três pontos de distância para o Internacional, primeiro time do Z4.

Para além do Brasileirão, no entanto, o Vasco também está com a semifinal da Copa Sul-Americana em sua alça de mira. Na próxima semana, o Cruz-maltino vai até Buenos Aires para enfrentar o Boca Juniors, em La Bombonera. No entanto, o palco do jogo de volta, no dia 20 de outubro, ainda não está definido.

Em entrevista ao ‘Prime Video’, após a vitória no clássico, Pedrinho, presidente do Vasco, confirmou que o jogo será no Rio de Janeiro. Após um rumor de que o Cruz-maltino pudesse levar a partida para a Arena da Amazônia, em Manaus, o mandatário vascaíno voltou a falar que vai jogar no Rio, mas desconversou sobre a possibilidade de ser no Maracanã.

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“O jogo será no Rio de Janeiro, o prazo para ser fora está esgotado. É uma discussão até ruim. Vou sair do mérito contratual. Por recomendações do regulamento, eu não posso usar São Januário. Se eu pedisse para a dupla Fla-Flu, sem falar do contrato, seria apenas um jogo. Tinha quatro jogos em 2025, só usei um. Teríamos quatro jogos no ano de 2026. Pedi três jogos, contra o Vitória, pedi Santa Fe e foi negado. Pedi agora o Boca e foi negado”, desabafou Pedrinho, que ironizou a decisão da Polícia Militar de não garantir segurança em São Januário para que o Vasco jogasse em casa.

“Se eu atingir a segurança para as 4 mil pessoas, com a segurança do BEPE, eu jogaria em São Januário. Como eu não posso, quero cumprir o contrato. Demos muitos argumentos para a Conmebol. Como a gente garante a segurança do Réveillon em Copacabana e não garantimos a segurança de 4 mil pessoas?”, disse.

Pedro Emanuel faz coro junto com Pedrinho

Além de Pedrinho, Pedro Emanuel, técnico do Vasco, também pediu que a partida Sul-Americana seja jogada em São Januário ou no Maracanã. O treinador português criticou a possibilidade de mandar a partida no Nilton Santos por conta do gramado sintético.

“Vou responder não como um treinador, mas como um apaixonado por futebol. Habituei-me a ver grandes clássicos sul-americanos em grandes estádios. E, com todo respeito que tenho pelo Nilton Santos, para mim jogar no gramado sintético já é um problema. Acho que o Maracanã, por ter a grandiosidade que tem, e São Januário, por ser nossa casa, acho que se encaixam perfeitamente. Naturalmente, gostaria que fosse em São Januário, se não for no Maracanã, que é um estádio emblemático da América do Sul”, disse o técnico.

SAF do Vasco

Além da polêmica sobre o palco da semifinal da Copa Sul-Americana, Pedrinho também falou sobre a recente aprovação da venda da SAF do Vasco. O presidente destacou que o processo é algo muito bom para o clube e que é um passo muito importante na reestruturação.

“Eles já conquistaram algo muito além do que é o investimento, o dinheiro, que é entender a grandeza do Vasco. Independentemente do aporte financeiro, vocês já conquistaram isso. Falei isso para os jogadores. Tudo vai se encaixando. Era um processo de reestruturação financeira. De forma esportiva poderíamos não ter o desempenho esportivo. A chegada do mister e dos jogadores contratados. Não é mérito meu. É do Admar, do Felipe e da comissão técnica”, finalizou.