São Paulo se mantém fora do Z4 graças a começo histórico com Crespo
A crise do São Paulo ganhou novos contornos no Campeonato Brasileiro. Depois de garantir uma classificação tranquila sobre o Bolívar na Copa Sul-Americana, o Tricolor voltou a apresentar um futebol ruim e perdeu por 1 a 0 para a Chapecoense, no último domingo (23/8), pela 24ª rodada. O resultado ampliou para dez jogos o jejum de vitórias no Brasileirão.
A sequência negativa chama atenção principalmente quando comparada ao início da campanha. Nas seis primeiras rodadas, o São Paulo venceu cinco partidas e empatou uma. Com 16 dos 18 pontos possíveis, o time teve o melhor começo de Brasileirão da história do clube, superando até marcas da equipe tricampeã brasileira.
Naquela arrancada, quatro partidas aconteceram sob o comando de Hernán Crespo. As duas últimas tiveram Roger Machado à frente do time. O problema começou justamente depois desse período, quando o rendimento despencou.
Desde então, o São Paulo conquistou apenas 11 pontos em 17 jogos, com aproveitamento de 21,5%. O número fica muito próximo do desempenho da própria Chapecoense, lanterna da competição, que soma 14 pontos e aproveitamento de 20%.

Dorival vê pressão aumentar no São Paulo
Além disso, a derrota em Chapecó aumentou a pressão sobre Dorival Júnior. O treinador, que costuma destacar aspectos positivos mesmo após resultados ruins, adotou um tom diferente desta vez. Na coletiva, classificou a atuação como “inadmissível” e “vergonhosa”.
Assim, a situação atual contrasta diretamente com o início da campanha. Graças aos 16 pontos conquistados nas seis primeiras rodadas, o São Paulo ainda conseguiu evitar uma aproximação ainda maior da zona de rebaixamento. Agora, porém, precisa reagir para não transformar a queda de rendimento em uma luta ainda mais complicada na reta final.
Dorival terá a semana livre para trabalhar antes do próximo compromisso. No sábado (29/8), às 20h, o Tricolor recebe o Red Bull Bragantino, no Morumbis, pela 25° rodada do Campeonato Brasileiro.
