Torcedor do Bahia morto deixa filho de 2 meses; polícia prende 6


O domingo de clássico no Barradão terminou marcado pela violência horas antes do triunfo do Bahia sobre o Vitória, pelo Brasileirão. Uma série de confrontos entre torcedores resultou em tragédia ainda no pré-jogo do Ba-Vi dessa 24ª rodada, vitimando o tricolor José Alexandre Souza Borges, morto a facadas por rubro-negros. O homem de 28 anos deixou um filho de apenas dois meses.

Conhecido como Nakombi entre integrantes de organizadas, Alexandre morreu na Avenida 29 de Março, em Salvador, horas antes do clássico. A tragédia ganha um peso ainda maior para a família, visto que, em junho, ele havia compartilhado nas redes sociais a chegada do filho, com registros do nascimento e saída da maternidade.

Investigações preliminares levaram a seis prisões em flagrante por suspeita de envolvimento no homicídio, segundo a Polícia Civil. Agentes recolheram diferentes materiais para auxiliar na apuração do caso e encaminharam o grupo ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Entre os objetos coletados estão armas brancas, artefatos explosivos e latas de spray.

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A Polícia Militar, por sua vez, trabalha com indícios de participação de integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI) nos confrontos. Trata-se de um grupo organizado ligado ao Vitória.

O enterro de José Alexandre Souza Borges acontece nesta segunda-feira (24), no Cemitério Bosque da Paz. O velório está marcado para as 13h e o sepultamento às 16h.

Bahia vence o Vitória no Barradão

O duelo contou com forte esquema de segurança, mesmo com participação de torcida única. Cerca de 400 policiais estiveram no estádio para proteger os torcedores, enquanto um grupo de 500 agentes dividiu-se em áreas da cidade para evitar atos de hostilidade ou brigas previamente marcadas nas redes sociais.

Dentro do campo, o clima também ficou quente e com trocas recorrentes de provocações, mas no âmbito esportivo. O Bahia superou o rival por 2 a 0, com gols de Alejo Véliz e Jean Lucas, que quase causou tumulto entre as delegações. Isso porque o meia celebrou o tento do triunfo erguendo sua camisa para torcida rubro-negra, e Vagner, do Vitória, ficou revoltado com o ato.

O zagueiro rubro-negro arrancou a camisa das mãos de Jean Lucas, enquanto Cacá tentou rasgá-la — sem sucesso. A sequência de ações causou um breve empurra-empurra, mas não passou disso.